casal

O Papa Francisco realizou neste domingo (18/10) a canonização do casal francês Louis e Zelie Martin, pais da Santa Terezinha, freira carmelita francesa. Esse é o segundo casal beatificado, seguidos de Luís e Maria Beltrame Quattrocchi, beatificados em 2001 por João Paulo II.

Nascido em Bordéus, na França, em 22 de Agosto de 1823, Luís Martin foi o terceiro dos cinco filhos de e Maria Ana Fanny Boureau e Pedro Francisco Martin, oficial do exército napoleônico. Todos os quatro filhos morreriam, e Luís foi educado nas Escolas Cristãs. Em 1842, começou a aprender o ofício de relojoeiro, e em Paris, frequentou assiduamente o santuário de Nossa Senhora das Vitórias. Tentou ingressar no Grande Mosteiro de São Bernardo, mas não foi admitido por não saber latim. Em 1850, instalou-se como joalheiro e relojoeiro em Alenço, e casou-se em 1858 com Zélia Guérin, nascida em 23 de Dezembro de 1831 em Gandelain, na Normandia. Seus pais, Luísa Joana Macè e Isidoro Guérin, também militar, tinham mais dois filhos, e ela descreveria sua infância e juventude como “tristes como um sudário”. A família foi para Alençon em 1844, onde Zélia estudou no convento da Adoração Perpétua, e embora quisesse entrar para a Caridade de São Vicente de Paulo, a madre superiora disse que ela não tinha vocação para o claustro. Perto de completar vinte anos, foi inspirada a trabalhar no empreendimento de rendas, e aos 22 anos abriu com a irmã um pequeno ateliê.

O casal teve nove filhos, dos quais quatro morreram na infância e as cinco sobreviventes, mulheres, seguiram a vida religiosa. A mais nova, Teresa, morreu de tuberculose aos 24 anos, em 1897, e foi canonizada em 1925. Segundo o Papa, o casal viveu

“o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações das filhas, nomeadamente a de Santa Teresinha do Menino Jesus”.

A maioria das fotos que existem do casal são montagens de fotos individuais, como esta.
A maioria das fotos que existem do casal são montagens de fotos individuais, como esta.

Conduzindo uma vida conjugal de acordo com o Evangelho, com a missa cotidiana, confissão frequente, participação na vida paroquial e oração, a família educou suas filhas para serem boas cristãs e honestas cidadãs. Zélia ficaria sabendo aos 45 anos que tinha um tumor no seio, e morreria em Agosto de 1877, aos 46 anos. Aos 54 anos, o viúvo teve que cuidar sozinho da família, então foi para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia e sua cunhada. No final da vida, Luís foi atingido por uma enfermidade que o tornou inválido e o fez perder suas faculdades mentais. Ele foi internado em um sanatório e morreu em Julho de 1894, aos 71 anos.

Fontes: Santuário Santa TerezinhaDiário de Notícias, Vatican,

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