Cena do filme "The Young Victoria", de 2008, mostra a variedade de estilos usados no início da década de 1830.
Cena do filme “The Young Victoria”, de 2008, mostra a variedade de estilos usados no início da década de 1830.
O contexto

Conhecido como Era Romântica, o período de 1820 a 1850 descreve um movimento da arte, literatura e música que valorizava a liberdade de expressão. O Romantismo começou na Inglaterra e se espalhou por toda a Europa e os Estados Unidos, sendo uma rebelião contra as regras clássicas que regiam o trabalho criativo. Os seguidores do Romantismo acreditavam que as emoções mais profundas deveriam ser expressas, e a mulher ideal do romantismo era a mulher romântica, inocente e virtuosa, conhecida por desmaiar facilmente como o resultado de turbulências espirituais interiores.

Na Inglaterra, o seguidores do Romantismo rejeitavam as convenções sociais como o casamento arranjado – que antes desse período eram vistos como contratos sociais, com o objetivo de protegeram propriedades e manterem o status social. Mas na Era Romântica o amor se tornou um requisito quase obrigatório nos casamentos. Nesse período, as mulheres tinham a oportunidade de se envolver em atividades de lazer e formar amizades com outras mulheres.

Os vestidos femininos
Vestido de 1830, que mostra o estilo de transição entre a silhueta do Império e Romântica.
Vestido de 1830, que mostra o estilo de transição entre a silhueta do Império e Romântica.

Os anos entre 1820 e 1825 serviram como um período de transição entre o antigo estilo do Império e o novo estilo Romântico. Durante esse momento, a cintura foi caindo e as saias se tornaram maiores. Na década de 1830, a saia ficou mais ampla, com pequenas pregas ou franzidos, para chamar a atenção para a plenitude da cintura. Os vestidos iam até os tornozelos, e os estilos das mangas de 1830 eram diversas, mas geralmente eram bufantes. A manga mais popular era conhecida como Gigot consistia em uma manga grande no ombro e que ia afunilando até o pulso. Corpetes em forma de V eram usados com uma grande variedade de saias e colarinhos.

Durante este período, o algodão ainda era o tecido preferido. Tecidos mais delicados, como seda ou gaze eram usados para vestidos de noite acompanhados por um manto mais luxuoso. Enfeites de cabelos e penteados eram elaborados. Em 1837, a silhueta romântica se tornou um pouco menos extravagante.

Pelerines, ou tippets, eram um revestimento de renda caída sobre os ombros, e eram populares. O vestido de noite tinha decotes baixos e mangas curtas bufantes, algumas vezes indo só até o cotovelo. A largura do ombro era enfatizada.  Depois de 1836, a manga antes bufante foi diminuindo, ficando mais apertada, indo do pulso ao cotovelo.

Veja mais alguns modelos de vestidos vitorianos de 1830 a 1840:

Vestido de 1830.
Vestido de 1830.

Vestido de tarde de 1830.
Vestido de tarde de 1830.

Vestido de manhã de 1830.
Vestido de manhã de 1830.

Vestido de 1830.
Vestido de 1830.

Vestido do final de 1830.
Vestido do final de 1830.

Vestido de 1837.
Vestido de 1837.
Os sapatos

Os sapatos da década de 1830 eram baixos e quadrados, feitos de tecido ou couro para o período diurno e de cetim para usar à noite. Botas baixas começaram a aparecer nesta década.

Sapatos de 1830.
Sapatos de 1830.

Botas americanas de 1830.
Botas americanas de 1830.

Sapatos de couro de 1830 a 1850.
Sapatos de couro de 1830 a 1850.

Sapatos de 1833.
Sapatos de 1833.

Sapatos de 1810 a 1830.
Sapatos de 1810 a 1830.

Sapatos de 1810 a 1830, com proteção para os dedos.
Sapatos de 1810 a 1830, com proteção para os dedos.
Os chapéus e os cabelos
Capelo de seda de 1830.
Capelo de seda de 1830.

Babados, penas, flores e fitas eram o necessário para enfeitar o bonnet da década de 1830, mesmo em cidades rurais. Esses capelos, ou chapéus, eram feitos por profissionais, e as mulheres do campo aprendiam os últimos estilos através de costureiras locais que traziam os modelos recentes das capitais, assim como revistas de moda.

Embora a forma básica do bonnet permaneceu em voga por muitas décadas, as mulheres mudavam os enfeites em quase todas as temporadas, adicionando novos forros, fitas e flores. A ampla aba do chapéu protegia a face de uma mulher do sol, e às vezes um forro cor-de-rosa era usado para adicionar um brilho reflexivo na tez da mulher.

Enquanto os chapéus de palha eram importados da Itália em grande número, nos Estados Unidos as mulheres dominaram a arte de trançar a palha de tal forma que muitas vezes é impossível distinguir um chapéu de palha feito nos EUA do que um importado da Europa.

Nesse momento, o cabelo era repartido ao meio com cachos elaborados, colocados em ambos os lados da cabeça e em seu topo. A trança também estava na moda. Os chapéus eram mais usados na rua, embora também pudesse ser usado em casa. O cabelo sem capelo, apenas com penteados, era mais usado à noite.

Sofia, Arquiduquesa da Áustria, em 1832.
Sofia, Arquiduquesa da Áustria, em 1832.

Tiara sueca com cachos, 1840.
Tiara sueca com cachos, 1840.

Lady Jane Elizabeth Digby em um retrato de 1831.
Lady Jane Elizabeth Digby em um retrato de 1831.

Bonnet de 1835.
Bonnet de 1835.

Bonnet de palha de 1830.
Bonnet de palha de 1830.

Bonnet de 1830.
Bonnet de 1830.
Bibliografia:
Antique Hats at Old Sturbridge Village“,
1830s in Western fashion“,
The Romantic Era: 1820-1850″.
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