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O Halloween tem suas origens no feriado celta de Samnhain – acreditava-se que o novo ano começava em 1 de Novembro, e que a noite antes desse marco era o momento em que o véu que separava o mundo dos vivos e dos mortos era mais tênue. Assim, os espíritos dos mortos vagavam e poderíamos nos comunicar com ele para adivinhar o futuro. Para enganar os espíritos, as pessoas faziam fogueiras, desfiles e se vestiam como animais usando máscaras.

Em grande parte do período vitoriano, as pessoas não se fantasiavam para o Halloween – a grande maioria de fantasias que temos do período são de homens e mulheres que se vestiam para bailes à fantasia – sendo o maior exemplo disso a festa de Nova York, em que pessoas foram vestidas de chinesas, norte-americanos, mulher-gato, diaba e boneca de porcelana. Assim, hoje nós usamos essas fantasias para nos inspirarmos, no entanto, elas não eram usadas para o Halloween. Apenas no final do século XIX os Estados Unidos começou a pensar no dia 31 de Outubro como um feriado para a comunidade e encontro de vizinhanças. E foi só na virada do século que os pais eram encorajados a se vestirem ou fazerem enfeites assustadores e grotescos.

De todas as fantasias populares do período vitoriano, as mais usadas eram de bruxa, ‘diaba’ e de morcego. Nesse tutorial, ensinarei como podemos fazer facilmente uma asa de morcego para casar com nossa fantasia vitoriana. Primeiro, algumas inspirações de época:

Ilustração de uma revista.
Ilustração de uma revista francesa de 1887.

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Ilustração de uma revista, de 1882.

Ilustração de uma fantasia de morcego de 1882.
Ilustração de uma fantasia de morcego de 1882.

Fantasia de 1882.
Fantasia de 1882.

Fantasia da segunda metade do século XIX.
Fantasia da segunda metade do século XIX.

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Dançarina burlesca vestida de diaba/morcego.

 

Pelas datas que temos, podemos observar que a grande maioria das fantasias são da década de 1880, e que a única coisa constante nelas são as asas:  a primeira ilustração, de 1887, consiste de apenas alguns elementos combinados com um verdadeiro vestido da época, com babados e corpetes, com a adição da capa, com as asas e uma cabeça de morcego. A segunda, de 1882, tem um vestido em estilo ‘tubinho’, e que se destaca dos demais por ter uma textura de pêlos; A terceira, provavelmente o mais fácil de ser copiado, é de 1882, com um vestido rodado de mangas longas e meias pretas. Entre as fotografias, o mais fácil de se copiar é o primeiro: sem babados e não lembrando em nada dos vestidos da época, a mulher usa luvas longas que são ligadas, pelos pulsos, com suas ‘asas’; o segundo é um vestido vitoriano encurtado (extremamente similar à da primeira ilustração), contando com duas orelhas ao invés da cabeça de morcego. Já a terceira é, na verdade, uma fantasia de diaba mas que também podemos utilizar para inspiração, pois ela tem uma asa um pouco diferente das outras e, quase sempre, a fantasia de diaba incorpora elementos da fantasia de morcego.

Para fazer a asa, utilizarei aqui do passado a passado do site “Threads & Snippets” e do site Evil Mad Scientist, que utilizaram um guarda-chuva para fazer a sua asa de morcego.

Quebre o centro do seu guarda chuva. As pontas do centro ficarão todas desencontradas, como na foto.
1 – Quebre o centro do seu guarda chuva. As pontas do centro ficarão todas desencontradas, como na foto. Faça um corte no meio, separando os dois lados. Se necessário, costure ou passe cola quente nas bordas.

 

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2 – Uma vez que o guarda-chuva esteja separado, una as três pontas das laterais com um arame. Depois, com fitas pretas (pode ser do tipo elástico), faça duas bolsas para que elas passem atrás do corpo e se encaixem nos braços.

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3 – O laço que você fez deverá ficar no meio do guarda-chuva (exatamente no local onde você fez a emenda com arame. Se você quiser usar a sua asa nos braços, faça outros laços com fita em cada extremidade de arame.

Depois de ter escolhido seu vestido e feito sua asa, você pode também parar para babar um pouquinho nessa reconstituição feita pela Eva. Ela recriou quase totalmente o vestido de 1887, com direito até em um morcego no centro superior do corpete, que eu nem havia notado (no entanto, ela não usou a cabeça de morcego em cima da cabeça). Enquanto a ilustração de 1887 mostrava as asas de morcego quase terminando como uma capa, Eva fez suas asas em duas partes, mas ao invés de guarda-chuva, usou finos canos de plástico. Um passo-a-passo bem mais ou menos pode ser visto no site dela – o tutorial completo está à venda no site dela por 28 dólares.

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