Era Vitoriana

Primeiro site brasileiro dedicado ao período Vitoriano, datado de 1837 a 1901.

Novelas brasileiras que se passavam no século 19 e seus figurinos [2ª Parte]

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Esse artigo abordará nove novelas cujas tramas se passaram no final do século XIX. Sabe-se que muito do charme de uma novela com enredo histórico se deve ao fascínio que as roupas de outras épocas exerce sobre o público, principalmente os vestidos femininos. Por isso, serão abordados as questões do figurino com especial enfoque nas mulheres das seguintes novelas: “O Tempo e o Vento”, “Pacto de Sangue”, “As Pupilas do Senhor Reitor”, “A Escrava Isaura”, “O Primo Basílio”, “Sinhazinha Flô”, “Sinhá Moça”, “Memórias de Amor”, “Os Maias” e “O Homem Proibido”.

O Tempo e o Vento (1985, 2014)

Minissérie produzida e exibida pela Rede Globo em 1985, com 25 capítulos, tinha o roteiro baseado na obra de mesmo nome de Érico Veríssimo publicado em 1949, 1951 e 1961. O romance conta parte da história do Brasil vista a partir do Sul, de 1745 até 1945. Apesar da obra original ser uma trilogia, a minissérie explora apenas o primeiro volume da obra. Foi uma produção ousada, com mais de 100 personagens, 6 mil figurantes e mil cenas.  Mais de 3 mil trajes de época foram confeccionados, e a conta a história da família Terra Cambará de 1680 até 1945.

Tarcísio Meira e Louise Cardoso.

Tarcísio Meira e Louise Cardoso.

Bazilio Calazans Diogo Vilela, Carla Camurati e Daniel Dantas.

Bazilio Calazans Diogo Vilela, Carla Camurati e Daniel Dantas.

Glória Pires, Camilo Bevilacqua, Marlise Saueressig, Marcos Breda, Simone Castel, Aldo Cesar e Camilo.

Glória Pires, Camilo Bevilacqua, Marlise Saueressig, Marcos Breda, Simone Castel, Aldo Cesar e Camilo.

A versão de 2014 foi um filme, exibida como microssérie em 3 capítulos. Dessa vez, ahistória vai até o final do século XIX. Quadros e ilustrações de artistas brasileiros, uruguaios e argentinos serviram como inspiração para a composição do figurino do século 18 e 19. A maioria das peças foram produzidas no Rio de Janeiro, enquanto acessórios típicos da cultura gaúcha – como xales, palas e ponchos – foram encomendados por artesãos do interior do Estado gaúcho.  Luzia, uma personagem forasteira em Santa Fé, abusou de roupas elaboradas que destoavam do local, usando de renda, prataria e chapéus.

Três atrizes que vivem a personagem Bibiana ao longo da vida, Marjorie Estiano, Janaína Kremer e Fernanda Montenegro.

Três atrizes que vivem a personagem Bibiana ao longo da vida, Marjorie Estiano, Janaína Kremer e Fernanda Montenegro.

“Ela se metia nas conversas de homens cultos sobre política, filosofia e literatura, e os olhava nos olhos numa época em que as mulheres baixavam a cabeça diante de um homem. Era forte, corajosa, culta e linda. Vestia-se muito bem, era rica e tocava cítara. Uma verdadeira rock star em 1850. Pro povo de Santa Fé, era uma estrangeira em todos os sentidos; estranha e diferente de todas as mulheres. Despertava ao mesmo tempo medo e um fascínio magnético em todos. Ninguém tirava os olhos dela, que olhava pra tudo com um olhar gelado de estátua”, disse a atriz Mayana Moura.

Um dos vestidos que mais chamou a atenção na série foi o usado por Bibiana no final da história, feito de cambraia de algodão comprado em Buenos Aires, com rendas de época adicionados e mais de 1,5 mil mini pérolas sobre o bordado do vestido. No total, foram produzidos cerca de 4,8 mil peças de figurino para a minissérie.

Mayana Moura (Luzia).

Mayana Moura (Luzia).

Rendas e pratarias vindas da Argentina compõe o figurino da personagem Luzia.

Rendas e pratarias vindas da Argentina compõe o figurino da personagem Luzia.

Igor Rickli (Bolívar) e Mayana Moura (Luzia).

Igor Rickli (Bolívar) e Mayana Moura (Luzia).

Mayana Moura e Thiago Lacerda.

Mayana Moura e Thiago Lacerda.

O figurinista Severo Luzardo ao lado de Rafael Tombini, que interpretou Pedro Terra

O figurinista Severo Luzardo ao lado de Rafael Tombini, que interpretou Pedro Terra

Atrizes posam para foto em frente à capela da Beneficência Portuguesa, em Pelotas, durante filmagem.

Atrizes posam para foto em frente à capela da Beneficência Portuguesa, em Pelotas, durante filmagem.

Pacto de Sangue (1989)

Produzida e exibida pela Rede Globo em 1989, a novela Pacto de Sangue se passava em 1870 em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Uma das homenagens ao centenário da Abolição da Escravatura e Proclamação da República, não teve muito sucesso, sendo uma das telenovelas mais curtas da emissora. Por conta disso, é uma das novelas mais obscuras e menos conhecidas de época, embora tivesse um figurino lindo:

Sandra Annemberg,

Pacto de Sangue (1989)

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Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Pacto de Sangue (1989)

Um detalhe curioso dessa novela é que em um dia de gravação perceberam que a roupa da personagem de Carla Camuratti tinha o mesmo tecido das cortinas do cenário, e tiveram que ser trocadas na hora. A cultura negra foi muito difundida na trama, e o estudioso Fernando Portugal assessorou a produção e os atores nesse núcleo, familiarizando o elenco com o vocabulário Iorubá e seus costumes.

As Pupilas do Senhor Reitor (1970)

Essa novela da Record se em Portugal do século XIX, e contava a história da personagem Margarida, que após seu pai morrer foi viver com sua meia-irmã Clara, filha de sua madrasta, que morre  e confere a educação das meninas ao Padre Antônio, o Senhor Reitor. A partir daí o Reitor começa a cuidar das duas mocinhas. Foi baseada no romance de Júlio Diniz, escrita por Lauro César Muniz.

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A Escrava Isaura (2004, 1976)

Outra novela da Record, foi baseada no romance A Escrava Isaura, escrita por Bernardo Guimarães em 1875 (apesar disso, a novela retrata Isaura com vinte e poucos anos, então na década de 1850). Foi utilizada como locação externa uma fazenda cafeeira localizada em Santa Gertrudes, que pertenceu ao Barão de Rio Claro e ao Conde de Prates. Os figurinos, feitos sob encomenda, contiam 2 mil peças e os vestidos femininos chegaram a pesar 20kg, com calçolas, saiotes, cintas e crinolinas, que deixavam as saias com um diâmetro de até 1,20 metro. Renata Dominguez, a vilã Branca, disse que não se importava em chegar mais cedo para gravar em função do figurino. Ela disse em entrevista que demorava duas horas para se arrumar, embora o calor, em cenas externas, fosse o pior vilão. Os gestos também eram importantes: “A gente acaba tendo uma tendência a apoiar a mão na armação da saia e fica parecendo uma estátua. A roupa não é natural para a gente”, disse.

A emissora gastou cerca 8 milhões de reais com equipamentos e a contratação de profissionais. Tendo sido adaptada também pela Rede Globo em 1976, a novela da Record foi duramente criticada, assim como seus atores, pelos críticos da emissora concorrente.  Veja abaixo alguns dos figurinos usados pela adaptação da Rede Globo quase 30 anos antes:

2004.

2004.

2004.

2004.

2004.

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1976.

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1976.

O Primo Basílio (1988)

Adaptado romance de Eça de Queiroz, a trama se passa em Lisboa no final do século XIX, contando o relacionamento amoroso de dois primos. A figurinista Beth Filipecki fez uma elaborada pesquisa. As cores foram muito usadas de forma simbólica: primeiro, Luísa usa roupas de tons alegres e leves, enquanto a empregada Juliana usava roupas escuras. Quando Luísa passa a servir Juliana, a empregada passa a usarde cores claras. Não havia preocupação de que os atores falassem com sotaque português, mas que pelo menos soassem como cidadãos do século XIX. Expressões ‘históricas como’ “Por ele espartilhei-me” (fiquei bonita, elegante) e “Tudo muito catita” (tudo muito bonitinha) foram usadas no texto.

O figurino foi, realmente, algo de saltar os olhos. A figurinista procurou relacionar os figuros dos personagens com as obras de diversos pintores consagrados e pintores populares portuguese, usando inclusive como referência painés de azulejaria e consultados ao cerco do Real Gabinete Português de Leitura. Após a traição cometida por Luísa, por exemplo, seus vestidos passaram a ser inspirados nas obras de Munch e Degas.

Marília Pêra

Marília Pêra

Marília Pêra

Marília Pêra

Marcos Paulo

Marcos Paulo

Zilka Salaberry

Zilka Salaberry

Giulia Gam

Giulia Gam

Tony Ramos, Giulia Gam e Marcos Paulo

Tony Ramos, Giulia Gam e Marcos Paulo

A obra chegou a ser adaptada para o cinema, mas ao invés de se passar em Lisboa do século 19 a trama foi mudada para a São Paulo de 1958.

Sinhazinha Flô (1977)

Produzida pela Rede Globo, a história foi feita com base nos romances A Viuvinha, Til e O Sertanejo, de José de Alencar, e se passava em 1880, com a luta pela libertação dos escravos e a República como contexto. A figurinista Zenilda Barbosa fez pesquisas para conceber as roupas usadas na época, e os figurinos eram compostos por trajes de viagens, montaria, missa, visita e ocasiões especiais, como realmente era na época. Os homens recebiam quatro ternos, trajes especiais para festa, sapatos, botas, esporas, gravatas e chapéus, enquanto as mulheres tinham anáguas, rendas, calçados, luvas, sombrinhas, encharpes, brincos, chapéus e bijuterias.

1977.

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Sinhá Moça (2006, 1986)

Refilmagem da novela do mesmo nome que foi ao ar em 1986, é ambientada na cidade fictícia de Araruna, no final do século XIX, período de escravidão no país. Em uma produção de época como essa, o figurino é fundamental para a caracterização dos personagens. Foi necessária uma ampla pesquisa sobre os hábitos e costumes das mulheres do século XIX, assim como pinturas, fotografias e livros.

Patrícia Pillar como a Baronesa Cândida e Bruno Gagliasso, como Ricardo.

Patrícia Pillar como a Baronesa Cândida e Bruno Gagliasso, como Ricardo.

“Precisávamos de muita informação, já que o período tem muitas particularidades, em termos de cores e até de cortes nas roupas”, explicou a figurinista Helena Gastal. Composta de 40 profissionais, entre costureiras, bordadeiras, alfaiates, sapateiros, a equipe de figurinista logo enfrentou um problema: embora a idéia principal era reproduzir as cores das pinturas na época, as cores no vídeo ficavam diferentes, pois o tratamento da imagem dado pela equipe técnica mudava as texturas e os tons. Então foi preciso repensar os figurinos. “No início, achamos que o ‘colorido’ ia ficar perfeito, mas depois tivemos de mudar. Para se ter uma idéia, já é a terceira mudança que fazemos só na roupa de escravos”, justificou a figurinista assistente, Natalia Stepanenko.

A trama teve um total de 400 figurinos femininos e 1.500 masculinos. O número de toaletes da época deveria ser obedecido, com quatro trocas de roupas diárias (para a manhã, tarde, noite e para o chá), com o busto pronunciado, cintura extremamente fina e saias amplas, muitas vezes estruturadas com crinolinas e anquinhas.

O Barão de Araruna (Osmar Prado), Dr. Frontes (Reginaldo Faria) e Ricardo (Bruno Gagliasso)

O Barão de Araruna (Osmar Prado), Dr. Frontes (Reginaldo Faria) e Ricardo (Bruno Gagliasso)

O figurino dos escravos também deu muito trabalho, embora usassem a roupa como função única de cobrir o corpo, sem permissão para os enfeites: os trajes eram feitos de fibra natural, passando por um processo cuidadoso de tingimento e envelhecimento, embora os escravos que serviam na casa grande vestiam-se melhor.

Sobre a maquiagem, para os escravos a única usada é a de ferimentos, para para os ricos a pintura é suave e quase imperceptível. A feminilidade ficou por conta das tranças, coques e apliques adotados pelas atrizes. A novela ainda ganha pontos adicionais por ser uma das poucas (se não a única) a mostrar uma mulher usando os famosos bonnets (chapéus com aba).

Os homens, por sua vez, vestiam-se sempre de terno e cabelos cheios. “Percebo que as roupas fazem com que meu tipo físico seja muito bem-aproveitado. Aliado a isso, deixei crescer o bigode e a costeleta que, ao contrário do cabelo, crescem rápido”, disse Osmar Prado, intérprete do Barão de Araruna.

2006.

2006.

2006.

2006.

2006.

2006.

sinha (2) moça patricia

Já na novela de 1986, produzida pela Rede Globo, contou com um cuidadoso levantamento da época, tratando de todos os detalhes relacionados a roupas, adereços e decoração de cenários, que resultou em lindos figurinos assinados pelo figurinista Paulo Lois. Todas as roupas foram confecionadas pela equipe de costura da própria TV Globo, e as gravações foram realizadas em São João del Rey e na Fazenda Veneza, datada do século 19. Com 173 capítulos, a novela foi exibida na faixa das 18 horas e foi uma das telenovelas de maior sucesso do país, sendo exportada para fora da América Latina – na verdade, antes mesmode sua estréia ‘Sinhá Moça’ já estava reservada para mais de 50 países, tendo hoje sido vista em mais de 90 países do mundo inteiro.

Daniel Dantas e Patrícia Pillar.

Daniel Dantas e Patrícia Pillar.

Lucélia Santos, Marcos Paulo e Sérgio Viotti.

Lucélia Santos, Marcos Paulo e Sérgio Viotti.

Lucélia Santos com Gésio Amadeu.

Lucélia Santos com Gésio Amadeu.

"Sinhá Moça" de 1986.

“Sinhá Moça” de 1986.

"Sinhá Moça" de 1986.

“Sinhá Moça” de 1986.

"Sinhá Moça" de 1986.

“Sinhá Moça” de 1986.

Memórias de Amor (1979)

Também produzida pela Rede Globo, “Memórias de Amor” foi exibida na faixa das 18h em 1979, contando com 77 capítulos. A trama se passava em 1888: Apaixonados, Jorge e Lívia foram separados pela imposição de Aristarco Argolo de Ramos, pai de Jorge e dono do maior colégio interno para rapazes da corte carioca: O Ateneu. A história mostra o relacionamento dos alunos do colégio, como Sérgio, que aos poucos vai se aborrecendo com os métodos apresentados até o desencantamento.

“A novela mostra os costumes da época com boa dose de crítica social. Como também mostra a posição da mulher, os maneirismos e o linguajar. Porém, não é natural que se faça o português castíssimo, porque ficaria uma coisa muito chata”, disse Sandra Bréa, que interpreta Lívia.

Aracy Cardoso com Jardel Filho .

Aracy Cardoso com Jardel Filho .

 Sandra Bréa e Eduardo Tornaghi.

Sandra Bréa e Eduardo Tornaghi.

Nelson Di Rago/ Myrian Rios e Eduardo Tornaghi.

Nelson Di Rago/ Myrian Rios e Eduardo Tornaghi.

Os Maias (2001)

Baseado na obra de mesmo nome de  Eça de Queirós publicado em 1888, a minissérie de 44 capítulos exibida pela Rede Globo em 2001 retratava a decadente aristocracia portuguesa na segunda metade do século 19 através da trágia história de uma família tradicional. A trama se inicia em 1788 e é dividida em duas fases. O figurino tentou seguir às riscas os detalhes dados por Eça de Queiroz em sua obra. As roupas das mulheres tinham tudo do direito do século XIX: espartilho, luvas, leques, armações, assim como o figurino dos homens. Confeccionados na oficina da TV Globo, alguns acessórios foram comprados em Espanha, Londres e Portugal.

maias figurinosA qualidade do figurino também é explicada por causa da parceria feita da Rede Globo com a  a emissora portuguesa SIC (Sociedade Independente de Comunicação), tendo sido exibida simultaneamente em Portugal. Um trabalho cuidadoso com o retrato da época e dos personagens foi feita pela emissora brasileira, com palestras de especialistas em Eça de Queiroz dadas para o elenco e a equipe de produção.

A minissérie foi gravada em várias regiões de Portugal: o Vale do Douro, ao norte do país, a estação de trem de Vargelas, a cidade de Sintra e a vila de Monção, quase na fronteira com a Espanha. A tradicional casa dos Maias, conhecida como o Ramalhete, teve como fachada um antigo casarão abandonado em Lisboa, de 1788, de propriedade particular.

Ana Paula Arósia e Isabelle Drummond.

Ana Paula Arósia e Isabelle Drummond.

"Os Maias"

“Os Maias”

"Os Maias"

“Os Maias”

Condessa de Gouvarinho (Eliane Giardini) e Conde de Gouvarinho (Otávio Augusto)

Condessa de Gouvarinho (Eliane Giardini) e Conde de Gouvarinho (Otávio Augusto)

"Os maias"

“Os maias”

"Os maias"

“Os maias”

O Homem Proibido (1967)

A trama dessa história se passa no  fictício Principado de Kanshipur, na Índia, no final do século XIX e início do século XX, e teria sido inspirada em um conto infantojuvenil intitulado Soliman, o Justiceiro. A novela tinha como referências séries e filmes de aventura como Lanceiros de Bengala e Gunga Din. A história fala de Kim, herdeiro do trono que foi destronado ainda menino. Ele volta para reivindicar seus direitos, sob o pseudônimo de Demian, junto ao homem que está no poder e pai da mulher que ama, Surama. Por outro lado, Ali Yabor, através de intrigas, tenta conseguir com que seu filho Tagore se case com Surama para chegar ao poder. Ao lado de Demian estão Durbar, também chamado Dakcha, dedicado amigo que luta pela libertação de Kanshipur, e seu fiel companheiro, Daçarata.

Apesar da data exposta, não havia um compromisso em reproduzir fielmente o período histórico, apesar de houver tentativas de seguir a linha e o corte da roupa da época. Anáguas e babados compunham o vestido das atrizes, com bordados, fitas, laços e outros adereços.

Diana Morel

Diana Morel

O Homem Proibido

O Homem Proibido

Diana Morel com Yoná Magalhães e Carlos Alberto

Diana Morel com Yoná Magalhães e Carlos Alberto

José Augusto Branco com Karin Rodrigues e Celso Marques

José Augusto Branco com Karin Rodrigues e Celso Marques

Emiliano Queiroz

Emiliano Queiroz

Diana Morel com Carlos Alberto

Diana Morel com Carlos Alberto

 

Essas Mulheres (2005)

Produzida pela Record, a novela se passava no Rio de Janeiro do século XIX, e contava três histórias de José de Alencar: Senhora, Diva e Lucíola. Considerando que esses romances foram publicados, respectivamente, em 1874, 1864 e 1862, é possível colocar a novela nessas décadas, embora seus figurinos fossem mais adequados para a década de 1890.

 Em entrevista, a atriz Adelaide de Paulo disse que, para atuar, fez “um estudo sobre a época, comportamento, como era a mulher naquela época, o gestual das mulheres, as maneiras de abrir os leques, a sombrinha, a maneira de andar. Eu compus a Adelaide sobre o gestual da época. Tanto que quando eu assisto alguma obra de época eu observo muito o gestual, e quando eu vejo que não condiz com a maneira que a mulher se comportava eu fico muito nervosa (risos). Eu fiquei chata com esse negocio de época, como eu estudei eu sei a maneira correta que as atrizes devem se comportar (risos)”.

O figurino foi primoroso, considerando que a Record produziu poucas novelas de época. No entanto, pelas fotos, podemos ver que muitos dos figurinos foram levados muito mais para o século XX do que o século XIX. Só para a atriz Christine Fernandes, que interpretava Aurélia, foram feitos dez conjuntos de roupas, com tecidos nobres como veludo e seda, cada um custando entre R$700 e R$1500 reais. Os chapéus e as sombrinhas foram os acessórios que mais chamaram a atenção na novela.

Carla Regina

Carla Regina

Christine Fernandes, Carla Regina e Míriam Freeland protagonizaram “Essas Mulheres”.

Christine Fernandes, Carla Regina e Míriam Freeland protagonizaram “Essas Mulheres”.

Christine Fernandes

Christine Fernandes

Carla Regina, no papel da personagem Lúcia/ Maria da Glória.

Carla Regina, no papel da personagem Lúcia/ Maria da Glória.

Carla Regina, no papel da personagem Lúcia/ Maria da Glória.

Carla Regina, no papel da personagem Lúcia/ Maria da Glória.

Adriana Garambone

Adriana Garambone

Bibliografia:
ARRUDA, Lilian. Entre tramas, rendas e fuxicos: o figurino na teledramaturgia da TV Globo. Globo Livros, 2007.”A Escrava Isaura“, “Pacto de Sangue“,”Sinhazinha Flô“, “O Homem Proibido“,  “O Tempo e o Vento“,  “O Tempo e o Vento“, “O Primo Basílio“, “Os Maias“, “Os Maias“, “Os Maias fez sucesso no Brasil e em Portugal“, “Equipe de Os Maias gravou por seis semanas em Portugal“, “O Primo Basílio: entretecendo Design, Moda, Arte e Sociedade“.
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