Números tipos de fotografias e máquinas fotográficas apareceram e desapareceram ao longo do século XIX. A notável habilidade da fotografia em registrar uma quantidade aparentemente inesgotável de detalhes maravilhou as pessoas. Ainda sim, desde os seus primórdios, a fotografia foi comparada com a pintura e o desenho, em grande parte porque não existiam outros padrões de criação de imagem. Muitos ficaram desapontados com a incapacidade da fotografia de registrar cores, e pela dureza da escala em cinza.

Nem sempre é fácil identificar todas elas, mas aqui está uma tabela resumindo os tipos de fotografias que eram populares no século XIX:

Tipo de foto Apareceu Mais popular Sumiu por volta de
Daguerreótipo 1839 1842 – 1856 1857 – 1860
Ambrotipo 1854 1855 – 1861 1862 – 1865
Tintipo 1856 1860 – 1870 1872 – 1878 *
Cartão de visita 1859 1860 – 1880 1880 – 1889
Cartão de gabinete 1866 1875 – 1900 1901 – 1903

A história da fotografia como conhecemos se inicia em 1826-27, quando Niépce produziu a primeira fotografia a partir da janela de sua casa, com o tempo de exposição de oito horas. Depois, ele fez um retrato do Cardeal d’Ambroise, com o tempo de exposição de 3 horas. O heliógrafo, nome do processo, não foi levado a público, e seu objetivo final era que a fotografia fosse impressa em papel. Anos depois, Louis-Jacques-Mandé Daguerre e Niépce trabalharam juntos e por correspondência – Daguerre queria encurtar o tempo de exposição necessária para obter uma imagem do mundo real. Em 1837, após o falecimento de Niépce, Daguerre conseguiu uma imagem usando uma solução de sal para dissolver o ideto de prata – antes, se a imagem era exposta a luz, as áreas que não estavam expostas em uma placa de prata escurecia até que a imagem não estivesse mais visível. Então, ele criou um novo processo fotográfico: o daguerreótipo.

O daguerreótipo, de muitas formas, preservava as características de um espelho.

Alguns viram essa realização como ameaçadora: o pintor Paul Delaroche teria declarado: “A partir de hoje, a pintura está morta”. Provavelmente foi uma resposta a Daguerre que teria se vangloriado em 1838: “Com esta técnica, sem qualquer conhecimento de química ou física, será possível fazer em poucos minutos as visualizações mais detalhadas”.

O processo fotográfico de Daguerre, o daguerreótipo, se espalhou pelo mundo. Antes do final de 1839, as pessoas já tinham fotografias de daguerreótipo do Egisto, Israel, Grécia, Espanha. No início, a exposição do daguerreótipo variava para até uma hora, mas em 1840, com outras técnicas, a exposição já havia diminuído para três minutos. Em 1841, os daguerreótipos de Claudet variavam de 20 a 40 segundos. Esse de fotografia floresceu como indústria.  Veja alguns modelos de fotografias de daguerreótipo:

Daguerreótipo de 1843.

Daguerreótipo de 1853.

Daguerreótipo de 1855.

Daguerreótipo de 1858.

Daguerreótipo de 1845.

Daguerreótipo de 1853.

 

Entre 1855 e 1865, o ambrotipo apareceu – embora se parece muito com o daguerreótipo, existe um teste que distingue os dois: o daguerreótipo exibia as características de um espelho, enquanto o ambrotipo não manchava, era mais resistente e era feita colocando uma solução de prata em um pedaço de vidro. Imagens posteriores eram desenvolvidas em uma única placa de vidro (enquanto o daguerreótipo era cobre revestido em prata), mas diferentemente do daguerreótipo, ele não reflete – girar a imagem não fará com que ele pareça um negativo ou reflita. Veja abaixo alguns modelos de ambrotipo:

Ambrotipo de 1860.

Ambrotipo de 1861.

Ambrotipo de 1856.

Ambrotipo de 1857.

Ambrotipo de 1859.

Ambrotipo de 1861.

 

Principal forma de fotografia durante a Guerra Civil, o tinitipo era uma fina folha de ferro, e é frequentemente confundida com o ambrotipo. A fotografia de tinitipo foi mais usada e capturou uma maior variedade de fotografia do que qualquer outro processo. Foi introduzido enquanto o daguerreótipo ainda era popular e competiu com o ambrotipo. Documentou soldados, cenas horríveis de batalha, e o Oeste selvagem – pois era fácil de levar por fotógrafos itinerantes. A maioria dos tinitipos são encontrados hoje como imagens soltas – os envelopes que guardavam as fotos não sobreviveram.

 

Tinitipo de 1859.

Tinitipo de de 1865.

Tinitipo de 1867.

Tinitipo de 1866.

Tinitipo de 1868.

Tinitipo de 1874.

 

Popular entre família e amigos, o Cartão de Visita era uma fotografia em uma folha de papel muito fina que era colada em um cartão. Ele alterou como o público consuma a fotografia. Ela tinha uma aparência muito mais natural, com materiais baratos e preços acessíveis. O consumidor agora poderia comprar várias cópias de uma imagem, e compartilhá-la com amigos e parentes. A montagem de coleção de fotografias familiares se tornou uma tradição popular.

 

CDV de 1862.

CDV de 1862, com detalhes coloridos à mão.

CDV de 1864.
 

CDV de 1864.

CDV de 1879.

CDV de 1860.

Último tipo de fotografia usada pelos vitorianos, o Cartão de Gabinete foi introduzido no final da décadade 1860, mas só ganhou atenção em 1870. Maior do que o Cartão de Visita, não oferecia muita diferença de qualidade até 1880, quando o efeito de novos papéis fotográficos e melhorias na câmara se tornou aparente. Muitas fotografias de Gabinete das décadas de 1880 e 1890 são peças requintadas de arte, com excelência técnica e composição.
Em meados de 1870, as costas do cartão eram revestidos com tinta suave ou branca, geralmente amarelo pálido ou pérola, e em alguns casos de rosa, azul e verde. Em 1880, cartões de cores escuras foram introduzidos, e em 1890, a cor mais popular era marrom escuro ou preto. Geralmente, as bordas e arestas eram mais refinadas do que os do Cartão de Visita.

Cartão de Gabinete de 1887, com tons esverdeados.

Cartão de Gabinete de 1888, com uma linha que foi usada entre 1886 e 1895.

Cartão de Gabinete de 1890 com bordas decoradas.

Cartão de Gabinete de 1895.

Cartão de Gabinete de 1892.

Cartão de Gabinete de 1886.

Bibliografia:
ROSENBLUM, Naomi et al. History of photography. Acesso em 20 de Julho de 2017.
Identifying Photograph Types. Acesso em 20 de Julho de 2017.

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