Bertha Benz: a jornada que mudou tudo (comercial legendado)

Boa noite pessoal! Alguns dias atrás em uma aula descobri esse comercial incrível da Mercedes-Benz, lançado no ano passado. Ele ilustra a famosa viagem de 106km que Bertha Benz realizou, em 5 de agosto de 1888, com o automóvel inventado pelo seu marido. Bertha viajou com seus filhos, Richard e Eugen, respectivamente 13 e 15 anos, em um Modelo III, sem avisar o marido e sem a permissão das autoridades, tornando-se a primeira pessoa a dirigir um automóvel a uma distância significativa, já que todos os outros carros motorizados eram utilizados apenas para distâncias curtas e com assistentes mecânicos. Embora o objetivo da viagem fosse visitar sua mãe, Bertha tinha outros motivos: provar ao marido, que não considerava adequadamente a comercialização de sua invenção, que o automóvel no qual ambos haviam investido pesadamente se tornaria um sucesso financeiro.

Ela deixou Mannheim por volta do amanhecer, resolvendo vários problemas ao longo do caminho: sem tanque de combustível e apenas um suprimento de 4,5 litros de gasolina no carburador, ela teve que encontrar a ligroína, um solvente de petróleo necessário para o carro funcionar (e usado principalmente para remover manchas). Ele estava disponível apenas em lojas de boticário, então ela parou na cidade de Wiesloch para comprar o combustível. Na época, gasolina e outros combustíveis só podiam ser comprados de químicos, e foi assim que o químico em Wiesloch se tornou o primeiro posto de combustível do mundo. Bertha limpou uma linha de combustível bloqueada com seu alfinete de chapéu e usou sua liga como material de isolamento. Um ferreiro teve que ajudar a consertar uma corrente em e, quando os freios de madeira começaram a falhar, Benz visitou um sapateiro para instalar couro, fazendo o primeiro par de pastilhas do mundo. As duas marchas do carro não foram suficientes para superar as subidas e Eugen e Richard muitas vezes tiveram que empurrar o veículo por estradas íngremes. Benz chegou a Pforzheim um pouco depois do anoitecer, notificando o marido de sua bem-sucedida jornada por telegrama. Ela voltou para Mannheim vários dias depois.

4 Respostas para “Bertha Benz: a jornada que mudou tudo (comercial legendado)

  1. Minha amiga me recomendou esse site e eu amei. Tenho muitas curiosidades sobre essa época, você sabe algo sobre o uso de sobrenome do marido pelas mulheres?
    Elas perdiam o sobrenome delas ou adicionava um a mais?
    Existiam casos delas terem mais de um marido? como por exemplo ser viúva e se casar novamente? como ficaria os nomes nesse caso? kkkkkkk Sei que foi muita coisa, mas matutando esses dias surgiu essa dúvida

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    • Oie! Que bom que gostou! Sobre o sobrenome, o mais comum eram as mulheres adotarem o nome dos maridos. O sobrenome de solteira era esquecido e ela assinaria com o sobrenome do seu marido. Se ela ficasse viúva, poderia optar continuar com o sobrenome do marido (principalmente se tivesse um título de nobreza) ou voltar para seu nome de solteira, mas geralmente ficavam com o sobrenome do marido. Se se casassem novamente, aí adotavam o sobrenome do novo marido. Só em casos em que a mulher era mais rica que o homem ou se, por alguma razão, ele quisesse adotar o sobrenome dela, é que ela mantinha o sobrenome e o homem mudava. Teve um homem bem famoso que fez isso no século 19, mas agora esqueci o nome :/

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